Criação do Mundo na Tradição Nagô

Eles desceram de Nilópolis para cantar a Criação do Mundo na Tradição Nagô . Quando os 2000 figurantes, em 50 alas, surgiram na cabeça da pista, as galerias sentiram que a Beija-Flor ia explodir. E aconteceu: na beleza das alegorias, na perfeição da harmonia e na fantástica movimentação de uma coreografia que arrebatou o público. Com sua presença na passarela, a grande festa chegou ao seu ponto mais alto. Para materializar o enredo o carnavalesco Joãozinho Trinta recorreu a um expediente simples: retirou dos figurantes as alegorias de mão, diminuiu o número de carros alegóricos e supriu as roupas pesadas. Resultado: a escola deslizou pelo asfalto com uma leveza de sonho.

A escola apresentou muitos destaques, dentre eles a primeira dama da escola, Marlene Senas David, a mulher do presidente Nelson David; Jésus Henrique, com a fantasia Obatalá; Lusimar de Almeida, com Odudua, e o próprio figurinista Viriato Ferreira.

Joãozinho Trinta contou que teve a inspiração para o enredo durante o primeiro desfile da Beija-Flor, em que ela foi campeã. Ele relata: – Levei um susto danado quando vi que o último carro, o Rei Leão, estava enguiçado. Muita gente tentava desenguiça-lo , sem qualquer resultado. Como tinha que fazer alguma coisa, corri em direção ao carro, fiquei bem de frente do veículo e mandei que ele andasse. Andou. Em seguida surgiu no céu um lindo arco-íris. Nesse momento me veio à cabeça a ideia de um enredo para agradecer a verdadeira graça que recebi naquele dia e daí surgiu Criação do Mundo na Tradição Nagô.

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