A bacante da Baixada assassina o embaixador grego. Que Zeus nos proteja!

A Grécia Antiga, a cidade de Olímpia, os deuses e a beleza grega foram os homenageados da edição de 2016 do tradicional baile de Carnaval organizado pelo Copacabana Palace. Convidados foram recebidos pelo deus Dionísio e centuriões em um parreiral, construído na varanda do hotel. Os salões foram decorados por Mario Borriello.

Como convidados de honra o embaixador da Grécia Kyriakos Amiridis e a embaixatriz Françoise ladeados na foto de Marcelo Borgongino, por Hildegard Angel e Francis Bogossian.

Alguns meses depois….Em dezembro de 2016, após três dias desaparecido, Amiridis foi encontrado morto, carbonizado, dentro do carro em Nova Iguaçu. Dos quatro suspeitos pela morte do embaixador grego, estão a viúva brasileira, a embaixatriz Françoise de Sousa Oliveira,o amante da mesma, o policial militar Sérgio Filho, e o sobrinho do policial.

“Não existe família sem adúltera”,afirmava Nelson Rodrigues.Sim, a embaixatriz, até então considerada uma mulher honesta, “passou a ser devorada pelos seus prórios escrúpulos,a viver sempre no limite, na implacável fronteira” (Nelson Rodrigues)

Não satisfeita em trair o marido, Françoise está sendo acusada de ter planejado a sua morte, por quê?

Muitas versões tentam explicar o inexplicável. O que teria levado a consorte do diplomata, que levava uma vida glamorosa, no eixo Atenas, Brasília e Nova Iguaçu, a tramar um crime que inevitavelmente a levaria à cadeia?

Teria sido flechada pelo cupido, enviado por Eros, o deus do amor, Apaixonando-se ,então, por um policial militar , que juntamente com sua amada teria planejado a eliminação de Kyriakos?

Ou pior: A fera de Nova Iguaçu, não encontrava mais satisfação na sua relação com o marido e como uma fiel seguidora de Dionísio, o deus do prazer, Françoise resolveu assassiná-lo.

A bacante da baixada por força de um provável baixo nível de escolarização ou simplesmente por não ter prestado atenção às aulas de história tenha feito uma pequena confusão: nos rituais em louvor a Dionísio, um boi era assassinado. Seu corpo era rasgado , seu sangue bebido fresco e sua carne crua comida. Após tal atrocidade faziam sexo por cima da carcaça do animal.

É importante registrar que as ninfas que seguiam Dionísio eram conhecidas pela extravagância e loucura: apenas pensavam em orgias, sangue e sexo.

Poseidon, Hermes, Apolo, Ártemis… Cada vez mais a delegacia de homicídios de Nova Iguaçu considera a possibilidade de que no município da baixada fluminense, conhecido pela tradição dos terreiros de Umbanda e Candomblé, o culto aos deuses gregos foi reestabelecido.

Que Zeus nos acuda.

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