Eva Tudor, Rainha das Atrizes – 1935/1937

1935, Hitler promulgava as Leis de Nuremberg, código que interditava aos judeus alemães o status de cidadão. Foi o início de um processo que culminaria, alguns anos depois, com o extermínio em massa dos judeus europeus, o holocausto.

No mesmo ano, do lado de cá do atlântico uma judia foi eleita Rainha das Atrizes do carnaval carioca.

Bailarina, chegou a dançar na Ópera Real de Budapeste, veio com a família para o Brasil em 1929. Eva era húngara e nasceu em 9 de novembro de 1919, em Budapeste. Sua mãe era designer de moda e seu pai era comerciante de tecidos finos. Todos eram muito ligados em arte, por isso, matricularam a menina, ainda com quatro anos, na Ópera Real da Hungria, onde ela aprendeu a dançar balé clássico. Aqui, Eva continuou as aulas de balé e aos nove anos já havia se apresentado em espetáculo de dança solo, no Teatro Municipal de São Paulo. Eva Tudor foi eleita rainha, com apenas 15 anos, e reeleita dois anos depois.

Em 1933, a Casa dos Artistas, à procura de meios que lhe ajudassem a se manter, instituiu o Baile das Atrizes, no qual era declarada a Rainha das Atrizes do ano. O primeiro realizou-se sob enorme publicidade e sob o patrocínio do Correio da Noite, jornal diário dirigido por Mário Magalhães.

A Rainha das Atrizes era eleita de acordo com o número de votos que conseguisse vender. O baile virou tradição.

Em 2014, Eva foi diagnosticada com Parkinson. No começo de 2017 foi internada com pneumonia. Morreu no dia 10 de dezembro, do mesmo ano, aos 98 anos, por complicações dessa doença.

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