Luís XV, Bornay e o súdito

Revivendo carnavais antigos, a Mocidade Independente desfilou o enredo Rio de Zé Pereira. Resgatando os carnavais cariocas de 1880 (quando houve o último baile de máscaras do teatro São Pedro ) a 1914, a escola mostrou o entrudo, os ranchos, pierrôs, arlequins e colombinas. Damas, nobres e príncipes também não faltaram, revivendo bailes de máscaras. Clovis Bornay além de carnavalesco,foi um dos destaques da escola com sua fantasia de Luís XV.Muitas críticas foram feitas com relação à caracterização do soberano francês. Teria sido pela ausência da flor de liz, símbolo da dinastia francesa? Quem sabe a cruz dos templIários esteja no figurino errado?Os braços desnudos evidanciando o corpo enxuto do desfilante e não o corpo público do rei? O excesso de glamour? Ou será que Luís XV nunca teve um súdito tão belo como o da versão tupiniquim. Inveja, tudo inveja…..

Por onde anda Gigi?

Sob chuva fina num domingo de carnaval em 1973, defendiam com garra a permanência de sua agremiação no primeiro Grupo das escolas de samba do Rio de Janeiro, dentre muitas agremiações os componentes da Em Cima da Hora. Passistas, ritmistas  e Gigi. Baseado nos romances em versos cantados no Nordeste, o maior destaque da escola ,a fantasia de Gigi , talvez representasse o Pavão Misterioso , não sei . Estava mais para uma rainha , soberana e poderosa , com seu olhar docemente superior . Por anda Gigi ?